Estao matando o Brasil

LUTO PELO MEIO AMBIENTE. Maio 15, 2008

Arquivado em: Uncategorized — Marcelo @ 3:30 pm
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A última esperança da Amazônia acaba de ser engolida pelo programa de aceleração do caos, filho bastardo da família Rousseff da Silva. A caça em questão é nossa querida defensora do Meio Ambiente, Marina Silva.

O Governo Federal, lê-se aqui, o Sr. Presidente Lula da Silva e a mãe do PAC e da casa civil Dilma Rousseff, acreditam que o desenvolvimento sustentável passa pela derrubada das árvores, pelo assoreamento/represamento dos rios para construção de hidroelétricas, e pela liberação de licenças ambientais vazias de verdade e cheias de destruição ambiental.

O Brasil por tudo que representa com sua biodiversidade única deveria ser o 1º a utiliza as novas tecnologias para capacitar nosso meio ambiente a um envolvimento sustentável. Mas como ir contra um desenvolvimento industrial que está enraizado na sociedade, nos governantes, e no próprio cidadão? Por isso, de tanto remar contra a maré e ter seus conhecimento de causa preteridos por questões financeiras, ela cansou.

Não podemos condená-la por isso, mas em contra partida já podemos condenar, a foz do Rio São Francisco, os afluente do Rio Madeira, a Reserva Nacional da Serra do Sol, A cidadezinha de São Geraldo no Ceará que abrigará uma termoelétrica do Sr. Eike Baptista, que deve ter acabado com seu estoque de Champagne de tanto comemorar, assim como todos os ruralistas do estado do Mato Grosso. { http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u401843.shtml }

A escolha mais óbvia para substituir Marina, e por isso nem de longe é a opção do governo, seria o ex-governador do Acre Jorge Vianna que disse hoje em reunião com o Presidente que pretende seguir a agenda ambiental estabelecida pela antecessora e amiga. Se for pra trocar 6 por 1/2 dúzia o governo não quer, agora pretende ter um pau mandado que assine de olhos fechados e bolso aberto as liberações ambientais para a tal aceleração do caos seja inevitavelmente um grande e inesquecível caos.

Vídeo interessante :

http://br.youtube.com/watch?v=6fxhVupZWF8

 

PROCURA-SE EIKE BAPTISTA!!! Maio 13, 2008

Arquivado em: Uncategorized — Marcelo @ 1:50 pm
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Já que não dá pra colocá-lo na prisão, porque ele é um dos brasileiros mais ricos, e sabemos que rico não vai pra cadeia.

 ele poderia ao menos esclarecer algumas catástrofes ambientais que suas empresas estão causando no brasil.

 

1-Porque mesmo contra toda a movimentação mundial em acabar com as termoelétricas, por serem as maiores poluidoras do planeta, com níveis assustadores de CO2 lançados na atmosfera, ele pretende construir 9 dessas pelo país?

Resp: porque ele ganha dinheiro com isso.

 

2-Porque o carvão mineral como combustível? Mesmo sendo comprovado que é o maior poluidor por grama utilizado hoje?

Resp: porque além de ganhar dinheiro com isso, ele tem uma mineradora que não tem pra quem vender carvão mineral porque ninguém mais está interessado nessa energia suja.

 

3-Porque ele comprou/manipulou a transferência de vários cargos judiciários de funcionários que queriam barrar a mineração no parque nacional da serra do cipó em minas gerais?

Resp:porque além de ganhar dinheiro com isso, ali existe o maior maciço de aço de todas as minas gerais.

 

4-porque ele insiste em estar na contra mão da preservação ambiental?

Resp: porque ele ganha muito dinheiro com isso.

PRA QUE TANTO DINHEIRO???

6 BILHÕES DE DÓLARES TA BOM NÃO???

TE DOU 10 REAIS QUANDO SAIR MEU SALÁRIO.

 VEJAM ESSE VÍDEO RELATIVO AO ASSUNTO: http://www.youtube.com/watch?v=tirZxbVnbjU

E LEIAM MATERIA NA INTEGRA: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u398585.shtml

 

GUERRA ENTRE ÍNDIOS E BRANCOS VAI COMEÇAR NOVAMENTE. Maio 6, 2008

Arquivado em: Uncategorized — Marcelo @ 1:26 pm
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A muito tempo essa apropriação indevida do território indígena pelo prefeito de Pacaraima, nada menos do que maior produtor de arroz do estado {usando terras que não são dele para tanto, claro} causa conflitos na região.

 

 

Agora causará uma guerra, uma guerra como já foi vista antes. Flechas contra armas de fogo. Lembra muito a invasão dos espanhóis e português a nossa terra, quando ainda primitiva.

 

Agora temos governo democrático, informação, tecnologia mas que de nada adiantam. Pois a ganância dentro do coração do homem branco continua a mesma e ainda cooptam as mentes de muitos índios.

 

E gostaria de não acreditar que a 3ºguerra começará em nossas terras, aos que acham que eu estou exagerando, façam uma reflexão. Qual país em todo planeta tem a maior quantidade de água potável e onde?

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/05/05/cimi_acusa_empregados_de_lider_arrozeiro_de_atacar_indios_bala_quartiero_diz_que_eles_so_reagiram-427219905.asp

http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac167590,0.htm

 

Vídeos relacionados:

http://br.youtube.com/watch?v=tirZxbVnbjU
http://br.youtube.com/watch?v=6fxhVupZWF8.

 

 

PORQUE ELES NÃO FALAM A VERDADE!!! Março 31, 2008

Arquivado em: Uncategorized — Marcelo @ 8:01 pm
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Ao darem relevância ao deslize verbal do governador Serginho Cabral em chamar a ministra, de “a” presidente, os jornais acima esquecem ou não aprofundaram o suficiente sua pesquisa para descobrir que esse será o ponto final da Bahia de Guanabara.Quando a Petrobras, que é mandatária de todo território nacional decide fazer algo, não existe dinheiro, não existe natureza, não existe uma questão se quer, que possa freia-la.Pois então nem mesmo a última área preservada da Bahia de Guanabara poderá detê-los. O último manguezal. Não quero evocar um papo eco-romântico para isso. Apenas deflagrar que:

1º lá não existe água para consumo humano no local. Mas isso não importa vão inundar parte da área preservada para fazer represas que irão invadir áreas de plantação dos pequenos agricultores locais. Mas quem se importa, eles são muito pequenos nem exportam para a Europa.

2º vão destruir um bioma de manguezal que elimina os gases poluentes e purifica a água da Bahia de Guanabara. Mas quem se importa precisamos de mais plástico para exportar pra China. Por que nos preocuparmos com apenas uma pequena parte de um bioma que já foi muito maior, não é mesmo. O importante e paparicar a China pra ela ter mais poder e oprimir mais ainda o povo.

Me desculpem  mas não ver isso é omissão de informação, acordem Sr. Jornalões!!!!

LINKS:
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL381552-5606,00-LULA+LANCA+OBRAS+DO+COMPLEXO+PETROQUIMICO+DO+RIO+DE+JANEIRO.html
http://www.ae.com.br/institucional/ultimas/2008/mar/31/1309.htmhttp://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/03/31/materia.2008-03-31.6523600250/view

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/03/31/comecaram_hoje_as_obras_do_complexo_petroquimico_da_petrobras_em_itaborai-426613818.asp

 

Vídeo Institucional Março 17, 2008

A pedidos este vídeo exemplar do partido democratas foi legendado e pensei que merecia mais um post.

 

Direitos e terras indígenas Março 12, 2008

Arquivado em: Uncategorized — Marcelo @ 6:43 pm
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A terra era do índio antes de Portugal chegar. Se era do índio, quem vendeu
pro homem branco, se um homem branco pegou do índio e vendeu pro outro
homem branco uma coisa que não era sua, o índio vai pegar a terra de volta
e os brancos mandam os pardos irem buscar, por que coragem o branco não tem,
mas dinheiro e amigos importantes não faltam.

 E o índio está lascado, porque quem manda na terra hoje não é mais ele, É o
homem branco gorducho que derruba arvore e exporta carne para a Rússia.Que
pena do brasil.

indio.jpg

 

Reduzir emissões do desmate na Amazônia custaria US$ 3,4 bilhões Março 11, 2008

Cálculo foi feito em estudo de instituições brasileiras e americanas e apresentado hoje.
Dinheiro seria empregado para incentivar fazendeiros e comunidades a não desmatar.

A maior parte da contribuição brasileira para o aquecimento global, que vem do desmatamento na Amazônia, poderia ser evitada com um investimento de US$ 3,4 bilhões ao longo de dez anos. A conclusão é de um estudo coordenado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), segundo o qual é possível evitar a emissão de uma tonelada de gás carbônico (o principal gás do efeito estufa) na região investindo menos de um dólar.

A conta, feita pelo Ipam em colaboração com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com o Centro de Pesquisas Woods Hole (Estados Unidos) foi apresentado nesta terça (11) à Frente Parlamentar Ambientalista, na Câmara dos Deputados em Brasília.

“O estudo mostra que o custo de reduzir desmatamento é plausível e muito mais baixo do que se imaginava. O mais importante é ter vontade política para implementar um programa de reduções nas emissões do desmatamento e da degradação”, declarou Paulo Moutinho, coordenador de pesquisa do Ipam e co-autor do estudo, em comunicado oficial.  

As estimativas incluem investimento para combater o desmatamento, bem como um sistema de compensações financeiras que incentive populações tradicionais da região (pagando cerca de meio salário mínimo por família) e fazendeiros a manter a floresta em pé. Com o plano, seria possível reduzir as emissões de gás carbônico oriundas da floresta em cerca de 5 bilhões de toneladas. A intenção é tentar incluir o plano nas futuras negociações internacionais sobre o aquecimento global, de forma que os países desenvolvidos financiem a redução de emissões na Amazônia.

 

EXCELENTE COMERCIAL DA SULAMERICA SOBRE USO DE BICICLETÁRIOS NO RIO-CAPITAL! Março 7, 2008

Arquivado em: Uncategorized — Marcelo @ 1:46 pm
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Só lembrando e agregando: 1) é uma concessão, pois a publicidade autorizada é a parceria da prefeitura do Rio; 2) todo esse enorme sistema cicloviário foi construído com investimentos da prefeitura do Rio. Que, aliás, está inaugurando mais quase 10 km de Bangu a Campo Grande nos próximos dias.


 

 

VAMOS COMER EUCALIPTOS?????? Março 5, 2008

Mulheres da Via Campesina ocupam área ilegal da Stora Enso
04/03/2008
Cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarumã, de 2.100
hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 km de Porto
Alegre, na manhã desta terça-feira (04/03), quando iniciaram o corte de
eucaliptos e o plantio de árvores nativas em área que pertence à empresa
sueco finlandesa Stora Enso.

A transnacional estrangeira, pela legislação brasileira (lei nº 6.634 de
1979; e o artigo 20, parágrafo 2 da Constituição Federal), não pode adquirir
terras em uma faixa de 150 km da fronteira do Brasil com outros países. No
entanto, a transnacional vem comprando dezenas de áreas no Rio Grande do
Sul, próximo da fronteira com Uruguai onde a empresa também tem plantios. A
meta é formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares e implantar
fábricas na região.

Em nota distribuída à imprensa as mulheres declaram o seguinte: “Nossa ação
é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto verde na faixa
de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o bioma pampa e
contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vez mais sem
terra para produzir alimentos. Estamos arrancando o que ruim e plantando o
que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho”.

Multinacional age ilegalmente
A Stora Enso adquiriu as terras em nome da empresa Derflin, que é o braço da
multinacional para produzir matérias-primas. Como a Derflin também é
estrangeira não conseguiu legalizar as áreas. Por isso, a Stora Enso criou
uma empresa laranja: a agropecuária Azenglever, de propriedade de dois
brasileiros: João Fernando Borges e Otávio Pontes (diretor florestal e
vice-presidente da Stora Enso para a América Latina, respectivamente). Eles
são atualmente os maiores latifundiários do RS. Leia sobre o caso no
especial Mulheres Sem Terra
Cerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, já estão
registradas em nome da Agropecuária Azenglever. Entre essas áreas, está a
Tarumã, ocupada pelas mulheres camponesas. Há um inquérito na Polícia
Federal responsável para investigar o crime, mas a empresa continua agindo
livremente.
Leia, a seguir, a pauta de reivindicações das mulheres no manifesto das
mulheres da Via Campesina.
Manifesto das Mulheres da Via Campesina
Nós mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul estamos mais uma vez
mobilizadas, nesta semana do 8 de março, para intensificar nossa luta contra
o agronegócio e em defesa da soberania alimentar da população brasileira.
A soberania alimentar é o direito dos povos de produzir sua comida
respeitando a biodiversidade e os hábitos culturais de cada região. Hoje em
nosso país as riquezas naturais estão sob domínio das empresas
multinacionais do agronegócio e a população tem cada vez menos acesso à
terra, à água e aos alimentos.
Nós mulheres somos as primeiras a serem expulsas das atividades agrícolas
nas áreas onde avança o agronegócio. Nosso trabalho é importante em uma
agricultura camponesa porque sabemos produzir alimentos. Mas as empresas do
agronegócio não estão preocupadas em produzir comida, só em produzir lucro
transformando o campo em desertos verdes (de eucalipto, de soja, de cana).
Um dos desertos que mais cresce em nosso Estado é o de eucalipto para
celulose.
As empresas de celulose estão fechando fábricas nos Estados Unidos e na
Europa e vindo para a América Latina. Aqui encontram muita terra, água,
clima favorável e governos dispostos a atender seus interesses. Mais de 90%
da produção de celulose do Brasil é para exportação. Assim, reduzimos a
produção de comida, destruímos a biodiversidade, aumentamos a pobreza e a
desigualdade para atender a demanda de lucro das empresas e um estilo de
vida consumista nos países ricos. Esse é o papel horroroso que o Brasil
cumpre hoje no mundo.
Uma das empresas responsáveis pelo avanço do deserto verde no Rio Grande do
Sul é a Stora Enso, multinacional sueco-finlandesa. Pela lei brasileira
estrangeiros não podem ter terra em uma faixa de 150 km da fronteira do
Brasil com outros países. Acontece que a Stora Enso já tem milhares de
hectares plantados no Uruguai e é exatamente próximo da fronteira gaúcha com
este país que essa gigante do ramo de papel e celulose quer formar uma base
florestal de mais de 100 mil hectares.
Inicialmente a Stora Enso tentou comprar as terras em nome da empresa
Derflin, o braço da multinacional para produção de matéria prima, que por
ser estrangeira não conseguiu legalizar as áreas.
Para viabilizar sua implantação a multinacional criou uma empresa laranja
que está comprando as terras em seu nome: a agropecuária Azenglever Ltda,
cujos donos são dois importantes funcionários da Stora Enso. Eles se
tornaram os maiores latifundiários do estado, sendo “proprietários” de mais
de 45 mil hectares. Essa operação ilegal é de conhecimento dos Ministérios
Públicos Estadual e Federal, do Incra, da Polícia Federal, mas nada de
concreto foi feito para impedir o avanço do deserto verde. Decidimos então
romper o silêncio que paira sobre esse crime.
Nossa ação é legítima. A Stora Enso é que é ilegal. Plantar esse deserto
verde na faixa de fronteira é um crime contra a lei de nosso país, contra o
bioma pampa e contra a soberania alimentar de nosso estado que está cada vez
mais sem terras para produzir alimentos. Estamos arrancando o que é ruim e
plantando o que é bom para o meio ambiente e para o povo gaúcho.
Alguns parlamentares gaúchos ao invés de combaterem a invasão dos
estrangeiros estão propondo reduzir a Faixa de Fronteira para legalizar o
crime. Usam o argumento de que a faixa de 150 km impede o desenvolvimento
econômico dos municípios. Mas isso é uma grande mentira. Todos sabem que a
Metade Sul não se desenvolve por causa do latifúndio e das monoculturas.
Tanto que a faixa de fronteira também vigora na metade norte do estado e
nessa região a economia é dinâmica.
As empresas de celulose prometem gerar emprego e desenvolvimento. Mas onde
elas se instalam só aumenta o êxodo rural e a pobreza. Os trabalhos que
geram são temporários, sem direitos trabalhistas, em condições precárias. Um
exemplo é a Fazenda Tarumã em Rosário do Sul, de 2,1 mil hectares onde a
Stora Enso gera somente dois empregos permanentes e alguns empregos
temporários.
Se essa área for destinada para a reforma agrária podem ser assentadas 100
famílias gerando no mínimo 300 empregos diretos permanentes. Portanto, a
Reforma Agrária e a Agricultura Camponesa é que são a melhor alternativa
para preservar a biodiversidade, gerar trabalho e renda para a população do
campo e alimentos saudáveis e mais baratos para quem mora nas cidades.
O projeto que tramita no Senado propondo reduzir a Faixa de Fronteira
brasileira não inclui a Amazônia porque entende que isso seria uma ameaça
para a floresta. Ou seja, admite que a redução da Faixa de Fronteira irá
aumentar a destruição ambiental. Para nós todos os biomas brasileiros são
importantes e entendemos que o Cerrado e o Pampa também precisam ser
preservados.
Nós mulheres da Via Campesina reivindicamos das autoridades brasileiras:
- Anulação das compras de terra feitas ilegalmente pela Stora Enso na faixa
de fronteira e expropriação dessas áreas para a reforma agrária. Somente nos
45 mil hectares que estão em nome da empresa laranja, a Agropecuária
Azenglever daria para assentar cerca de 2 mil famílias, gerando 6 mil
empregos diretos. Atualmente 2.500 famílias estão acampadas no Rio Grande do
Sul e o Incra alega não ter terras para fazer assentamento.
- Retirada dos projetos no Senado e na Câmara Federal que propõem a redução
da Faixa de Fronteira. Essa medida só vai beneficiar empresas como a Stora
Enso que querem se apropriar das terras para transformá-las em deserto
verde, destruir nossas riquezas naturais como o aqüífero guarani e o bioma
Pampa. Para o povo gaúcho essa redução da faixa de fronteira só vai provocar
aumento do êxodo rural, do desemprego, da destruição ambiental e o fim
soberania alimentar pois vai faltar terra para produzir alimentos.
Sabemos que por lutar contra o deserto verde podemos sofrer a repressão do
governo gaúcho. É prática desse governo tratar os movimentos sociais como
criminosos e proteger empresas que cometem crimes contra a sociedade. Vamos
resistir. Nossa luta é em defesa da vida das pessoas e do meio ambiente.
Estamos aqui em 900 mulheres, mas carregamos conosco a energia e a coragem
das milhares de camponesas que em todo o mundo lutam contra a
mercantilização das riquezas naturais e da vida. Como dizia a companheira
sem terra Roseli Nunes, assassinada covardemente em março de 1987 aqui no
Rio Grande do Sul, “preferimos morrer lutando do que morrer de fome!”.
Mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul

 

Ministra continua acreditando no plano de controle do desmatamento - ONGs, nem tanto Março 4, 2008

Arquivado em: Uncategorized — all @ 6:32 pm

Fonte: Amazonia.org.br

Em reunião realizada ontem 25, no Ministério do Meio Ambiente, a ministra Marina Silva discutiu com organizações da sociedade civil, dentre elas a Amigos da Terra-Amazônia Brasileira, proposta de nova etapa do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, e tratou das iniciativas em curso no Congresso Nacional para alterações no Código Florestal.

Apesar de não viabilizada a transversalidade requerida pelo plano interministerial, e da forte mobilização da bancada ruralista para flexibilizar os índices de reserva legal, bem como os critérios para sua recomposição/compensação, a ministra continua acreditando no primeiro como instrumento de ordenamento fundiário na Amazônia e de mitigação dos impactos ambientais das políticas de fomento do governo sobre a floresta, e não vislumbra possibilidades de transformar a MP 2166 em lei.

Embora no sexto de seus prováveis oito anos de gestão e no quinto de sete possíveis anos de vigência do plano interministerial, a ministra continua demonstrando fé no alcance desse instrumento de política, mesmo depois de estar na segunda edição de medidas especiais de comando e controle em municípios que mais desmatam na região, sem resultados efetivos na primeira.  O vazamento de desmatamento dos atuais 36 municípios para outras áreas, como já aconteceu no passado recente, também não demove a ministra de sua confiança no plano de controle.  Por outro lado, não vê clima favorável à transformação da MP em lei, apesar do grande risco de os ruralistas viabilizarem seu intento, mormente num ano de eleições, em que a práxis também é pela maior flexibilização do governo à sua base de apoio no Congresso.  Ano passado, o MMA explicitou apoio a mudanças no Código pretendidas pela bancada ruralista.

No geral, as organizações da sociedade civil continuam bastante céticas em relação à eficácia do plano governamental de controle do desmatamento, mesmo revisado, e parte delas está convencida de que transformar a MP em lei é a forma mais eficaz de conter as investidas dos ruralistas contra o Código Florestal e sinalizar para a sociedade que o Estado tem poder de governo sobre a floresta.